História De Amor Termina Em Tragédia Em Santo Antônio De Pádua

03/08/2012 15:34

 

Santo Antônio de Pádua após desfrutar de 5 dias de festa, com a realização da 33ª Expo Pádua, acordou de luto na manhã desta segunda-feira, dia 30 de julho, data em que o médico veterinário Rodrigo Correa assassinou a namorada Joana Marchito de Jesus na propriedade da família na zona rural do município. O crime chocou moradores de Pádua e região. Inúmeras perguntas ficarão sem respostas.

Rodrigo Correia era filho do ex-vereador José Teófilo e da servidora municipal, Maria Rita Costa Correa. Já a farmacêutica Joana Marchito Jesus era filha de Joelcio Gama, membro da Academia de Letras, Artes e Ciências de Pádua (Aplac) com Maria das Graças. Ambas as famílias conhecidas e tradicionais com respaldo na sociedade paduana.

Os corpos do casal de namorados foram encontrados na manhã de segunda-feira, por volta das 8 da manhã, pelo pai de Rodrigo Correia, José Teófilo, no Sítio Campo Belo, de propriedade da família. Antes, familiares e amigos realizaram busca na casa de parentes, amigos e até hotéis. Joana não dormia fora de casa.

Maria Rita, mãe do autor da tragédia conta que o pai encontrou o filho num galpão anexo a propriedade enforcado. Ao se deparar com a cena voltou para pedir ajuda. Ele não sabia que ao lado do corpo do filho, dentro do carro, estava o corpo de Joana Marchito.

Familiares de ambas as famílias se deslocaram para o local diante da trágica visão do pai. Relata-se que o irmão de Joana, Flávio Marchito, achou o corpo da irmã dentro do automóvel.
Não há um horário preciso do momento do assassinato seguido de suicídio tenha ocorrido. Maria Rita conta que na madrugada de domingo, esteve na propriedade por volta das duas e meia da manhã, não encontrando ninguém, retornou para dormir na residência de familiares na cidade.

Rodrigo e Joana iriam completar um ano de relacionamento. O casal tinha reatado o namoro há poucos dias. Eles foram vistos juntos na Expo Pádua na noite de sábado. A mãe conta que estava tudo aparentemente normal entre eles. “Eles passaram o sábado juntos, no domingo ele almoçou com a gente aqui na roça e, a tarde foi tratar de assuntos relacionados ao sindicato rural e mais tarde ligou para a Joana. Eles não iriam a Expo, mas teriam marcado de ir à missa”, contou a mãe.

Rodrigo foi visto por volta das nove da noite na frente da residência de Joana, a pedido dela, para conversarem. Eles conversavam no carro. Ela saiu de sandálias, o que denota que não iria ir a algum lugar mais especial. Depois desta conversa diante da residência da vitima, o casal só foi encontrado na manhã de segunda-feira, sem vida.

O ato de Rodrigo Correa não encontra uma justificativa. Ele, ao assassinar a namorada e, tirar a própria vida, deixa no ar, inúmeras perguntas, muitas destas, que ficarão sem respostas. O casal tinha reatado o namoro, foram vistos juntos na Expo Pádua, almoçaram em família no sábado.

A mãe conta ainda que Rodrigo a deixou em casa mais cedo na madrugada de sábado porque no domingo ela teria plantão em sua farmácia.

Uma rotina aparentemente normal. O que teria despertado esta fúria em Rodrigo Correa na madrugada de domingo é o que todos se perguntam.

Joana Marchito encontrada no carro tinha marcas de espancamento pelo corpo. Tudo indica que ele tenha tirado a vida de Joana por estrangulamento, quebrando o pescoço da namorada. O carro também onde estava a vítima estava bastante revirado e não havia marcas de sangue dentro do automóvel. Testemunhas contam que havia marcas de unhas no corpo de Rodrigo Correa, o que se supõe luta corporal. No velório do rapaz foram percebidos manchas rochas nas mãos e
arranhões.

A família da vitima não quis comentar o caso. O pai, Joelcio Gama prefere entender o caso como uma tragédia sem explicação. Maria Rita mãe do autor conta que Rodrigo era um filho bom e querido. Segundo ela, ele tinha problemas de depressão e tomava medicamentos, mas no geral, era uma pessoa calma.

Rodrigo Correa tinha 29 anos, formou-se em medicina veterinária recentemente pela faculdade Plínio Leite de Niterói. Deixa uma filha de 4 anos, fruto de seu relacionamento com a empresária Ana Carla Leite.

Já Joana Marchito, 26 anos, era tricolor, sócia do irmão na Farmácia Santo Antônio, onde também exercia a função de farmacêutica, doce, simpática, querida e cheia de sonhos.

A morte do casal interrompeu os sonhos dela e dele, deixando duas famílias destruídas.
Joana Marchito foi enterrada as 5 da tarde da última segunda-feira. Já o corpo de Rodrigo Correia foi velado durante toda a madrugada em Pádua. O corpo seguiu para o cemitério do distrito de Baltazar as 8 da manhã onde foi sepultado.

Um crime chocante, com desfecho trágico. Uma história de amor interrompida possivelmente pelo ciúme, a não aceitação de uma possível continuidade na relação, enfim, de intolerância. O sepultamento do casal enterra todas as possibilidades de respostas e ficam as inúmeras perguntas de familiares, amigos e curiosos.

Uma noite trágica já marcada na história da comunidade paduana. Um crime sem perdão, sem castigos, sem punição, sem explicações, definitivamente uma tragédia. Familiares aguardam o resultado da autopsia dos corpos para saberem mais detalhes.

Amigos e parentes da vitima contam que Rodrigo já havia feito ameaças a ela caso ela não reatasse. Ele tinha crises de ciúme e sentimento de posse. Até suas páginas no facebook, site de relacionamentos, tinha sido desativadas por ciúmes. Curiosamente, ela reativou sua página no sábado, dia anterior a sua morte. Na mesma página, amigos lamentam e comentam não acreditar o ocorrido.

Sandro Olivier